quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Curitiba: Lula nos braços do povo e MBL frustrado em evento vazio



40 fascistinhas e um boneco de borracha: esse foi o quórum do evento de apoio a Sérgio Moro, promovido e divulgado pelo MBL, no dia do segundo depoimento de Lula ao magistrado paranaense. Ao mesmo tempo, Lula era recepcionado por uma verdadeira onda vermelha, em plena república de Curitiba. Enquanto os manifestantes do morobloco se aglomeravam sob o sol forte em uma malograda tentativa de parecerem mais numerosos na foto, mais de 7 mil apoiadores do ex-Presidente faziam a praça Generoso Marques parecer pequena diante de tanta paixão.

O grupo apoiado pelo MBL cumpriu seu roteiro bobo, cego e fascista. Levou camisas da CBF, bandeiras do Brasil, uma faixa pedindo a prisão de Lula e um boneco inflável de Sérgio Moro vestido em trajes de super-herói. O pequeno grupo gritou palavras de ordem contra o PT e em apoio à Operação Lava Jato. Em entrevista, os participantes se disseram apartidários, mas que só se organizavam para pedir a prisão do líder petista. O argumento é sempre o mesmo: o discurso robotizado e repetido à exaustão pela mídia: “ele é o chefe da quadrilha”.


Mas nem todo herói usa capa. Lula chegou à capital paranaense nos braços do povo, dispensando, inclusive, escolta policial. Lula estava em casa na república de Curitiba. Durante o depoimento, a militância já se organizava no centro histórico curitibano aguardando o discurso do petista. Ao subir no palco, Lula foi claro com seus perseguidores: "Se eles estão com medo de que eu volte a governar esse país, é bom eles terem medo mesmo".


Durante o depoimento, Lula respondeu as perguntas com convicção, exigiu respeito da representante do Ministério Público e provocou o juiz ao questioná-lo sobre sua parcialidade. Do lado de fora, o MBL passava vergonha com uma manifestação vazia e tímida, uma realidade bem distante de outros tempos quando conseguia levar milhares de pessoas às ruas. Nesse dia 13 de setembro, no epicentro da morolândia, o amor venceu o ódio e foi mais uma vez provado que cada grupo tem o herói que merece.

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