terça-feira, 8 de maio de 2018

Até tu, Dino?


Há um mês, Lula está preso em Curitiba.  No entanto, apesar de privado de sua liberdade, injustamente, é bom frisar, o ex-Presidente continua elegível e candidato à Presidência da República. Nesse aspecto, como o próprio petista já frisou, buscar um substituto para alguém que, como candidato não está ausente, é esperar espólio de pessoa viva. Já foram várias pessoas que sugeriram que o PT abandonasse Lula ao apoiar outro candidato, o que sempre soou para parte da militância como traição. Mas uma dessas declarações chamou a atenção: Flávio Dino, do PC do B, declarou em entrevista que o PT deveria desistir de Lula para apoiar Ciro Gomes. Assim, em uma só tacada, Dino abandonou Lula, a candidata de seu partido, Manuela d'Ávila, e apoiou um candidato que nutre profunda antipatia no eleitorado lulista.

Flávio Dino é considerado um dos melhores quadros políticos da atualidade. Governador do Maranhão, ele tem feito uma excelente gestão, com valorização de classes sucateadas pelas sucessivas gestões do clã Sarney, como os professores, por exemplo. Dino, que foi aprovado em primeiro lugar no concurso que Moro se tornou juiz, tem experiência no campo jurídico, pois já atuou como magistrado. Por isso a estranheza. Como um nome tão importante da esquerda propõe o abandono de Lula, ignorando que seu partido já tem uma candidata, tudo isso para apoiar Ciro Gomes, um candidato que, há poucos dias, destruiu as pontes com o PT e que tem pouca, ou nenhuma, identificação com o comunismo, a bandeira maior de seu partido.

sábado, 21 de abril de 2018

A Noite chegou tarde


































Pedro Tierra*

“Você me prende vivo, eu escapo morto. De repente, olha eu de novo... perturbando a paz, exigindo o troco...” Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

O Plano de Boulos


Em tempos sombrios, o combate ao golpe e a necessidade constante de defesa de direitos fundamentais acabam por dominar o debate no campo progressista, preterindo, por força maior, a exposição de propostas específicas de cada campo da esquerda. Guilherme Boulos, pré-candidato à presidência pelo PSOL, que se agiganta a cada dia na defesa liberdade de Lula e da união das esquerdas, expôs, em recente entrevista ao blog NOCAUTE, como pretende governar o país a partir de 2019. O plano de Boulos, no entanto, apesar inovador e bastante interessante, apresenta elementos paradoxais, que se pensados no curto prazo, podem levantar dúvidas sobre sua viabilidade imediata.

O psolista diz, acertadamente, que é necessário que se aprenda com o golpe. Isso seria, para ele, abandonar de forma definitiva o modelo de aliança com partidos de centro, com o fim de obter maioria parlamentar. Sabendo-se que, em um sistema de presidencialismo de coalisão, um Presidente da República sem maioria no Congresso, além de não governar, está sujeito a ser alvo de um golpe, Boulos teria um antídoto para a governabilidade, mesmo sendo minoritário: a democracia direta.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

A Intoxicação Midiática


O debate sobre Mídia, Política e Sociedade ocupa um destaque muito importante na atualidade, obviamente tem lugar privilegiado na pauta de muitos pesquisadores sobre o assunto, acerca de refletir com maior profundidade no que diz respeito á informação e a mídia na sociedade contemporânea, incidindo significativamente nos processos sociais, culturais e políticos.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Greve geral, resistência e o fantasma de 2013



A greve dos metalúrgicos no ABC, em 1979, foi responsável pela primeira grande vitória política de Lula e também pelo seu primeiro período na cadeia. Durante o movimento grevista, surgiu a ideia da criação do PT, fundado um ano depois, e da CUT, em 1983. Trazendo um grande valor simbólico, quase quatro décadas mais tarde, foi no sindicato dos metalúrgicos, no mesmo ABC, que Lula decidiu apresentar-se à polícia federal, após mais de 50 horas de resistência ao mandado de prisão, persecutório e ilegal, emitido por Sérgio Moro.

A decisão de Lula, erroneamente atribuída a seus correligionários e aliados, de não ter persistido por mais tempo, declarando uma ruptura com as instituições, gerou insatisfação por parte da militância que, pensando na integridade do ex-Presidente, queria a radicalização em várias frentes. O PT, visto, por essa parcela da esquerda, como excessivamente passivo ou democrático, estaria equivocado em todas as suas ações e passou a ser alvo constantes de críticas, ocasionando um surgimento de uma perigosa ala lulista e antipetista na esquerda.
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